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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

A segurança no transporte coletivo - passageiros, cobradores e motoristas


A segurança no transporte coletivo urbano e os cobradores

Em Curitiba, uma cidade modelo e, portanto, com uma imensa responsabilidade técnica, as soluções definidas para a cidade devem merecer cuidados especiais e permanentes. Inovações impressionantes, por exemplo, podem aumentar significativamente a segurança e conforto de passageiros e cobradores.
Enfrentar vândalos (sempre existir\m) e assaltantes é o desafio que cresce em im0portância na proporção do aumento das cidades e a degradação provocada pela revolta dos deserdados morais, educacionais, sociais e materiais.
É doloroso observar que a principal vítima desses revoltosos ou bandidos é principalmente quem trabalha ou simplesmente não pode usar o transporte individual.
Entre muitas coisas a situação dos cobradores e motoristas é assustadora pelo que conhecemos pessoalmente e via noticiários diários.
Simples câmeras de vigilância resolverão? Policiamento eficaz funciona? É possível?
Na década de oitenta, mais precisamente em 1988, tivemos a oportunidade de visitar inúmeras cidades francesas para conhecimento de suas soluções para o transporte coletivo. Obviamente o foco era a indústria francesa, para eles um bom negócio.
Visitamos feira dedicada ao s ônibus, entre outras coisas. Que maravilha!
E o vandalismo?
Empresas industriais mostravam em pavilhão dedicado com orgulho o que produziam nesta feira em Grenoble, onde um grande seminário acontecia entre minhas viagens orientadas pessoalmente e via fax, maravilha que conheci então.
Conversei nessas andanças com muitos especialistas, aprendi muito. Usei pouco pois as mudanças políticas inviabilizaram a aplicação do que conhecera.
Em tudo, entre tecnologia e cuidados com os trabalhadores, o principal foi ver a automação impressionante e novidades que o VAL, por exemplo, em Lille, apresentava.
Mas os motoristas (de ônibus) tinham ambientes especiais tanto para guardar seus uniformes, WC, descanso e, dentro dos ônibus barreiras especiais e rádio comunicação.
Voltei entusiasmado, mas as frustrações começaram logo com o abandono da frota pública.
E agora? Tudo dependeria dos empresários, onde o lucro é a principal meta.
Tubos e tubinhos feitos para o “desenho” harmonioso da cidade apareceram, tornando-se uma marca da cidade. Gente fina não usa o transporte coletivo urbano, turista muito menos...
Imaginava que governantes mais afinados com os trabalhadores corrigissem seus erros. Ledo engano.
E o desemprego e revoltas até estimuladas pelos políticos mais ambiciosos e alienados só pioram. E os exemplos estão por aí.
Felizmente a mídia televisiva e escrita está mostrando alguns problemas.
Mas tudo isso não basta. Frio, calor, chuvas, ventos variações de temperatura, WCs, matar a sede (chegam a deitar na calçada para tomar água em torneiras junto a hidrantes), conforto e segurança dos cobradores não existem.
É cruel.
Dá para perguntar adicionalmente, por onde anda a “Justiça do Trabalho”, CREA, CAU, engenheiros de segurança, Academia etc.?
Usar o transporte coletivo tonou-se um esporte radical.
Motoristas e cobradores desprotegidos, passageiros, trânsito sufocante, calçadas intransitáveis, travessia de ruas e muito mais afligem trabalhadores, pessoas com deficiência(s), pessoas idosas, crianças, gente adoentada e “normais”.
O barulho infernal fica para todos, moradores, logistas, passageiros...
Poluição para todos os gostos.
Isso é inevitável?
Talvez, mas muito há muito tempo deveria ter encontrado melhores soluções.
Felizmente temos democracia, redes sociais, novas tecnologias.
O Poder Judiciário e poderes acessórios se renovam.
Eleições turbinam políticos.
Que tal uma preocupação sincera, honesta e competente com as pessoas que dependem de calçadas, transporte coletivo, segurança?
Quais são as propostas dos candidatos?
O que você pensa para o futuro?


Cascaes
19.9.2018

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

domingo, 15 de setembro de 2013

MCI NHTSA Bus Crash Test.

Enviado em 07/05/2010
On December 14, 2007 Transportation Research Center Inc. conducted a frontal
Motor Coach crash test for the National Highway Traffic Safety Administrations (NHTSA) Vehicle Research and Test Center (VRTC) in order to obtain the crash pulse from a severe frontal crash event, obtain dummy injury data for various conditions, and to study passenger seat and seat attachment strength.
The 2000 MCI 102EL3 Renaissance Series, made by Motor Coach Industries (MCI) was, a 54 seat bus, weighing 42,720 pounds (test weight). The Motor Coach crashed into the barrier at 30.36 mph, with 22 instrumented crash dummies (belted and unbelted). Several on and off board high-speed cameras documented the crash test event. Over 400 data channels were recorded at 12,500 Hz.
VRTC is a federal research facility located onsite at TRC (the Center). The staff conducts research and vehicle testing in support of NHTSAs mission to save lives, prevent injuries, and reduce traffic-related health care, and other economic costs. The research and development activities are performed to produce safer vehicles through improved vehicle performance, improved occupant protection systems, improved structural integrity of vehicles, increased understanding of driver behavior, and the use of intelligent systems to enhance drivers ability to avoid crashes and travel safely.

sábado, 25 de maio de 2013

Estacionamentos, táxis e a Lei Seca – racionalização da mobilidade urbana


A Lei Seca (Conhecendo a Lei seca) era necessária, tornou-se urgente e precisa ser respeitada.
O desafio é que apareceu sem aviso prévio causando preocupações e comportamentos indesejáveis, que teriam sido evitados se o Governo Federal agisse com maior prudência e racionalidade.
Vivemos submetidos a factoides e sob o império de grupos poderosos que, eventualmente, estão do lado povo. De onde veio a inspiração dessa ordem até podemos imaginar, os efeitos, contudo, se o policiamento das cidades quiser agir, serão a transformação de milhares de brasileiros e brasileiras em objetos de processos e até o enjaulamento, pois nossas cadeias são jaulas saturadas, imundas, perigosas. O rigor, contudo, salvará vidas e reduzirá o número de pessoas com deficiência...
O aspecto interessante dessa determinação legal é que tem solução em questão de meses, bastaria vontade política e coragem dos prefeitos e empresários (criatividade).
Impõe-se primeiro implementar a multiplicação da frota de táxis, via de regra pequena e explorada de forma inadequada pelos concessionários.
Poderíamos até criar frotas diferenciadas, para operação exclusiva em horário noturno e feriados e finais de semana. Isso seria fácil de controlar se os veículos tivessem cores diferentes e dispositivos de segurança adicionais para seus motoristas. Aliás, esse é o pesadelo do motorista. O ideal é que centrais de rádio táxi mantidas e operadas pelas prefeituras e Polícia Militar monitorem o trânsito e utilização dos carros, sem custos para o motorista. Isso reduzirá a criminalidade e levará à utilização maior da frota concessionada.
O modelo atual viabiliza a apropriação de frotas e a exploração absurda dos trabalhadores, os motoristas não proprietários de carros. A redução de custos de sistemas de rastreamento e comunicação assim como a crescente eficácia dos sistemas possíveis facilitará a implantação de centrais de rádio táxi pelo poder concedente, as prefeituras.
Os carros dedicados ao serviço de táxi poderiam ser diferentes, com recursos internos de isolamento do motorista e blindagem de seu compartimento. Naturalmente outras formas existem para melhorar a segurança dos profissionais do volante e seus passageiros, é preciso engenheirar um pouco.
É só querer e até para servir os gringos da Copa do Mundo poderemos oferecer serviços inéditos e seguros.
Existe, contudo, coragem e determinação dos prefeitos para corrigir o cenário atual? Não perceberam que esse é um item atualíssimo, urgente? Quem está fazendo o quê? Onde?
Não podemos esperar a Copa do Mundo, até lá muita gente poderá perder muito.
E os restaurantes, bares, comércio noturno (shoppings, por exemplo), porque não estabelecerem convênios com estacionamentos para que seus fregueses motorizados possam deixar seus carros durante a noite no estacionamento e poderem voltar de táxi, que, por sua vez, deveriam ter espaços de espera privilegiados junto a esses lugares?
Com um pouco de boa vontade e inteligência todos sairão ganhando se criarem soluções rápidas e eficazes para o trânsito noturno.
Vimos acidentes absurdos criados por motoristas embriagados. Muito sofrimento e perdas irrecuperáveis teriam sido evitados se a Lei Seca existisse há mais tempo. Ela veio de forma intempestiva. Pode ser aplicada em benefício de todos, o pessoal da vida noturna, os donos de estacionamento, bares, restaurantes, comerciantes e os taxistas.
O desafio é para soluções urgentes, antes que a população carcerária aumente assim como mais vítimas de motoristas inebriados pelo consumo de bebidas alcoólicas ampliem estatísticas trágicas.
Cascaes
25.5.2023
Conhecendo a Lei seca. (s.d.). Fonte: Polícia Rodoviária Federal: http://www.dprf.gov.br/PortalInternet/leiSeca.faces



domingo, 15 de maio de 2011

segurança, acessibilidade e funcionalidade no transporte coletivo urbano - ofício ao MP do PR - CAOP

De: João Carlos Cascaes [jccascaes@onda.com.br]
Enviado em: quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 12:09
Para: caop ppd
Cc:
Assunto: segurança, acessibilidade e funcionalidade no transporte coletivo urbano - ofício ao MP do PR - CAOP

Ao CAOP
Assunto: segurança, acessibilidade e funcionalidade no transporte coletivo urbano
Objetivo: dar elementos de análise técnica


Prezadas Dras.
Terezinha e Danielle

Os acidentes e reclamações dos usuários do transporte coletivo urbano de Curitiba e Região Metropolitana são procedentes e merecem uma análise ampla sob todos os aspectos.
Podemos começar pelo mais geral, a necessidade de aprimoramento do trânsito na cidade, onde a opção pelo transporte coletivo é um fator importantíssimo de racionalização[i]. Diante da expectativa de crescimento inevitável da frota de automóveis a cidade precisa ampliar seus sistemas de vigilância e gerenciamento de trânsito, estabelecer maior disciplina no uso das vias públicas, negociar melhor horários de serviços, ter mais atenção ao conceder alvarás, investir em túneis, trincheiras e viadutos, ou seja, infelizmente fazer obras estruturais e aprofundar o rigor na ocupação de espaços. É o ônus conseqüente das facilidades em torno do transporte motorizado.
Algumas obras, contudo, podem ser implementadas com maior simpatia. Temos, por exemplo, muitas ciclovias. Elas carecem, entretanto, de integração entre si e servem de calçadas alternativas, pois em muitos lugares os passeios para os pedestres são intransitáveis ou simplesmente inexistem.
As calçadas, assim como temos para as ruas, devem passar para a responsabilidade total do município, dado que é impossível pretender homogeneidade na administração de um equipamento tão importante sob centenas de milhares de pessoas, proprietárias dos imóveis. Calçadas sob responsabilidade do Poder Público terão um gerente, um responsável, um padrão. Mude-se, pois, a lei municipal que disciplina essa questão.
A utilização das calçadas, por sua vez, depende, no período noturno, principalmente, da iluminação e segurança que o governo puder oferecer. Neste período inicial de uma crise econômica, que poderá tomar proporções significativas, investir em segurança é uma forma de se criar postos de trabalho e melhorar a liberdade de qualquer cidadão transitar pela cidade. Temos problemas graves de iluminação por efeito da arborização e má colocação de luminárias (tendo principalmente por objetivo iluminar as ruas, sem atenção para as calçadas), baixa qualidade dos refletores e lâmpadas e distribuição rarefeita de pontos de luz.
A rede de energia elétrica aérea é frágil (quando não semi isolada ou subterrânea) permitindo acidentes freqüentes durante qualquer ventania. A ampliação da rede subterrânea nas áreas de maior trânsito e arborização é um projeto que a Copel e a PMC deveriam avaliar com mais atenção, talvez aproveitando financiamentos privilegiados que o Governo Federal tem criado, fazendo-se aí uma reengenharia a favor do pedestre.
Temos, felizmente, a perspectiva de grandes melhoras no trânsito com as obras em andamento e, no futuro, com a entrada em operação das linhas de metrô.
Podemos, contudo, avançar muito em prazos relativamente curtos se as administrações estaduais e municipais realmente tiverem essa vontade. Devemos enxergar o transporte coletivo com o mesmo zelo que aplicamos ao individual[ii].
O relaxamento (sensível) com a prioridade “transporte coletivo” tira de Curitiba o excelente conceito que já usufruiu no passado entre as cidades brasileiras. Perde espaço na avaliação de especialistas em transporte coletivo urbano. Devemos, contudo, ver e ouvir com muito cuidado o que diplomados e professores dizem, eventualmente com a empáfia que seus diplomas e profissões o permitem. Um sistema de transporte de seres humanos integrado a qualquer comunidade é muito mais do que obra de Engenharia, Arquitetura ou Urbanismo.
Vale a pena ver, por exemplo, para quem consegue ler em francês, o conteúdo do endereço http://fr.wikipedia.org/wiki/Autobus. Vendo o que acontece pelo mundo mais desenvolvido intelectualmente poderemos compreender quanto falta para termos um bom sistema de transporte coletivo urbano. Aqui, além disso, estamos sob o império de outras prioridades, efeito de atrasos na área da saúde, educação, saneamento básico etc., tirando recursos que poderiam ser investidos em transporte coletivo urbano, fosse outra a nossa realidade.
Decidir sobre o transporte coletivo urbano exige uma visão holística enorme e boa base humanística, sociológica, conhecer profundamente aspectos de comportamento humano sem nunca esquecer a lógica dos custos, impostos e administração pública além da Engenharia, Arquitetura e Urbanismo em suas essências técnicas.
Em Curitiba tivemos a opção pelo ônibus, não sem conflitos entre lideranças que nos trouxeram outras propostas, a mais questionada, o bonde, teria significado um investimento gigantesco para ganhos discutíveis à população[iii].
O ônibus é o equipamento mais versátil, de menor custo e mais eficaz para o transporte de grandes quantidades de pessoas nas cidades até certos limites, quando, crescendo a população, sistemas de maior capacidade se tornam inevitáveis. A evolução desses veículos tem sido extraordinária, permitindo, quando utilizados corretamente, um transporte seguro, confortável e rápido dentro das cidades, com acessibilidade, sem restrições a qualquer espécie de passageiro.
Deve-se lembrar que transporte coletivo não se limita ao asfalto das ruas, sinaleiras, canaletas, terminais e veículos.
Nossos ônibus, para funcionarem bem, precisam, acima de tudo de boas calçadas para que seus passageiros possam ir e vir dos pontos de parada. Esse é um problema que nossas autoridades ainda não dão o devido valor, mas que é fundamental a qualquer sistema coletivo. Assim, é importante que se entenda que o transporte coletivo começa na frente da casa, quando se põe o pé fora do perímetro de nossos refúgios.
Felizmente aos poucos a segregação de pistas para o transporte coletivo ganha dimensão, sinalizando-se a prioridade que se deve dar a sistemas coletivos nas cidades já saturadas por automóveis extremamente poluentes, se pensarmos nos problemas de engarrafamento e acidentes que a utilização de veículos individuais para deslocamentos urbanos provoca. O custo para o contribuinte é enorme de diversas maneiras, pois, além de pagar pelo carro (com impostos) submete-se e agravam-se perdas de tempo e poluição nas cidades, algo que pode atingir valores bilionários, como acontece com a cidade de São Paulo.
Outro recurso fantástico passível de ser usado fortemente a favor do transporte coletivo são os sistemas de monitoramento, vigilância, coordenação e apoio a motoristas e passageiros dos ônibus. O custo desses sistemas digitais, eletrônicos, computadorizados, óticos, sensoriais etc. caiu drasticamente ao mesmo tempo em que a amplitude, qualidade e confiabilidade dos serviços possíveis cresceram muito. O fundamental é competência na especificação, construção, operação e manutenção desses sistemas de apoio.
Nos ônibus poderemos usufruir de detalhes fantásticos que nossos passageiros poderão não enxergar, mas que, sendo utilizados, permitem mais conforto, segurança e eficácia.
Podemos questionar custos, afinal criou-se o discurso demagógico da redução extrema das tarifas. Naturalmente qualidade tem custos, mas, acima de tudo, a vida humana também tem valor e deve ser respeitada. Se as passagens ficam caras, devem merecer subsídios, começando pela isenção total de impostos em todos os insumos, sistemas e equipamentos usados no transporte coletivo urbano. Ônibus, como acontece com os sistemas metroviários, podem ser parte de frotas públicas, pagas pelo contribuinte com o dinheiro de outros impostos e taxas, liberando-se as tarifas urbanas de transporte coletivo do peso dos investimentos em veículos.
Recentemente visitamos a Volvo onde conhecemos alguns detalhes dos chassis que fabricam. Sentimos, com tristeza, a não utilização dos melhores em Curitiba. Soubemos, por exemplo, do progresso extraordinário do transporte coletivo urbano da cidade de Santiago do Chile, onde, além de linhas de metrô já operando, tem agora ônibus de última geração substituindo uma frota que era até cômica pelas suas características totalmente superadas. Nossos turistas precisam, visitando o Chile, fotografar, filmar e usar o sistema de Santiago e nos trazerem suas impressões.
Vamos ao que vimos na Volvo.
Com muito orgulho o Sr. Gilcarlo Prosdócimo mostrou-nos detalhes do chassis B9S, um chassis articulado com piso baixo total (100% rebaixado), com três das maiores encarroçadoras brasileiras já habilitadas para completar a produção. Falamos ainda da opção não articulada, piso parcialmente rebaixado com chassis B7RLE. Exportaram 2100 unidades para a cidade de Santiago[iv].
O chassis articulado B9S (o B7RLE também tem características similares, mas um layout discutível, piso parcialmente rebaixado) traz motor com injeção eletrônica de combustível, o que permite, associado ao baixo volume, 9 litros com 360 CV, uma redução de consumo de combustível por quilômetro e menos poluição. Muito importante: atende norma de emissão de poluentes “Euro III”. Aliás, respeitar normas, ter normas técnicas mais avançadas é algo que devemos cobrar, exigir de qualquer fornecedor, sempre que a questão se destaca. Nas condições atuais, menos poluição e melhor uso de combustíveis é algo inegociável, sagrado.
O sistema de monitoramento, processamento de dados e apoio associado ao chassis é codificado pela Volvo como sendo o “Multiplex – BEA 2”, constituindo uma rede de processadores no motor, caixa, suspensão, freios, luzes e painel. Ou seja, o veículo tem o que de melhor existe para operação otimizada.
Existindo uma gerência enérgica sobre o transporte coletivo urbano, onde o preço do veículo incide normalmente abaixo de 20% do valor final da tarifa, ter recursos de operação ótima é importante. Note-se que a eletrônica embarcada contribui para diminuição do consumo de energia, melhora a segurança e monitora a condição de uso do ônibus, evitando riscos e desperdícios.
Os chassis da Volvo estão preparados para a utilização das melhores caixas de câmbio, ótimo, mais um recurso essencial à sua boa operação e conforto para o próprio motorista.
O conjunto de sistemas, entre eles o EBS (que traz em seu kit o ABS, ASR e EBD para a melhor frenagem), fazem do chassis B9S uma base para a construção de um ônibus mais seguro.
Note-se e repita-se que a segurança de veículos, que chegam à lotação de quase duas centenas de pessoas na hora de maior movimento, precisa de boas normas técnicas e homologação por entidades especializadas.
Vale apontar aspectos interessantes na tecnologia usada nesse carro B9S. O sistema de eletrônica embarcada e processamento de dados permite a distribuição inteligente da frenagem, controle dinâmico otimizado da suspensão e limitações de aceleração positiva e negativa (frenagem) do ônibus. Qualquer usuário do transporte coletivo urbano de Curitiba e região metropolitana sabe dos constrangimentos, acidentes e riscos maiores que os passageiros sofrem no seu dia a dia, principalmente quando o motorista não está muito preocupado com os seus passageiros. A violência da condução dos ônibus pode ser inibida se os carros tiverem esses recursos mais modernos, devidamente ajustados para trânsito seguro e confortável.
Obviamente muitos empresários e operadores talvez desprezem tudo isso, determinando a seus profissionais que “dêem tudo” para cumprir tabelas, mas nós, que não queremos ser objetos mal cuidados dentro dos ônibus, devemos cobrar de nossas autoridades severidade, qualidade e segurança na especificação de normas e regras para veículos e motoristas.
Finalmente devemos destacar a maravilhosa acessibilidade possível com ônibus que prescindem de elevadores e podem baixar e levantar o piso para nivelar o acesso ao piso das calçadas (quando existem, quando os motoristas param alinhando com elas, junto ao meio fio, coisa não muito freqüente em Curitiba). Ônibus com piso rebaixado não precisa de elevadores. Idosos, pessoas deficientes, qualquer passageiro assim não terá escadas para entrar e sair dos ônibus, não é uma maravilha?
Infelizmente a falta de demanda inviabiliza a produção de ônibus não articulados de piso totalmente rebaixado no Brasil. Sem demanda nem financiamento (FINAME) as montadoras não se mobilizam para produzi-los, ainda que na Europa todas o façam. Há décadas as melhores cidades européias, tenham ou não metrôs, possuem ônibus os mais modernos possíveis para atendimento aos idosos, deficientes, à população em geral, pois na França, por exemplo, tem-se consciência plena da importância de atender bem a população.
Viena, Paris e Barcelona são exemplos fantásticos da oferta de sistemas que vão das ciclovias aos metrôs mais modernos, passando por linhas de ônibus excelentes. Assim reduz-se a poluição, otimiza-se a utilização de energia e se dá a seus cidadãos um transporte digno e acessível em qualquer condição.
Infelizmente no Brasil temos um imenso deserto entre o povo e as elites políticas. O discurso dos poderosos não está em sintonia com o povo, este, por sua vez, acostumado a ser maltratado, aceita migalhas.
Podemos concluir que podemos melhorar muito desde que exista vontade política real e pressão popular.
Temos, felizmente, meios de pressão. Leis foram aprovadas e as federais estão sendo regulamentadas. O Ministério Público é uma realidade e via Poder Judiciário podemos cobrar a evolução dos nossos sistemas. As reclamações aumentam, os acidentes acontecem, agora é agir com os vereadores recém eleitos, os novos prefeitos, associações e Ministério Público para que se tenha motivação para mudanças. Começamos por ações políticas e administrativas, poderemos finalizar com ações pesadas via Poder Judiciário e mídia.


João Carlos Cascaes
Curitiba, 25 de fevereiro de 2009
Diretor Técnico da ABDC e
ex diretor da URBS

Ver para pensar:


http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=715608
http://homepage.ntlworld.com/c.fuller1/
http://en.wikipedia.org/wiki/Buses_in_London
http://www.mercedes-benz.com.br/modeloDetalhe.aspx?categoria=63&conteudo=11272&produto=31






[i] Trânsito nas grandes cidades: o preço do tempo perdido
20/03/2008


Quem não passou pelo pesadelo de sair de casa para um compromisso com hora marcada e ver o cronograma estourar por causa do trânsito? Assim se perderam viagens, reuniões de negócios, provas na escola e outras oportunidades. Resultado: prejuízo na certa. Seja ele financeiro ou mesmo moral -- afinal, como fica a cara de quem chega atrasado ao trabalho? Mas será que existe um mecanismo que leve ao cálculo das perdas provocadas por estes preciosos minutos gastos dentro de um automóvel -- ou transporte coletivo -- numa avenida de uma grande cidade brasileira? Quanto custa um engarrafamento? As respostas para estas perguntas, infelizmente, ninguém sabe ao certo.
Estudo do Denatran, em parceria com o Ipea, sobre "Impactos Sociais e Econômicos dos Acidentes de Trânsito nas Rodovias Brasileiras" revela que -- além da perda de tempo -- a retenção no trânsito provoca ainda o aumento do custo de operação de cada veículo -- combustível e o desgaste de peças. Os congestionamentos trazem danos também para os governos. Cidades e estados gastam fortunas com esquemas de tráfego, engenheiros, equipamentos e guardas de trânsito.
Quando motivado por acidente, o engarrafamento fica ainda mais caro, pois envolve bombeiros, ambulâncias, médicos, hospitais, internações, medicamentos, lucros cessantes e, eventualmente, custos fúnebres, além das perdas familiares. Nos Estados Unidos, as autoridades incluíram, no custo financeiro do engarrafamento, o estresse emocional provocado em suas 75 maiores cidades. Conta final: U$ 70 bilhões/ano. Isso sem falar nos custos ambientais -- é consenso na comunidade científica que a queima de combustíveis fósseis, como o petróleo, pelos automóveis é uma das principais causas de emissões de carbono, um dos causadores do aquecimento global.
A maior cidade do Brasil tem também os maiores engarrafamentos. A frota da Grande São Paulo atingiu, em 2008, a marca de seis milhões de veículos. Este número só aumenta: são vendidos cerca de 600 carros por dia -- segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O consultor de tráfego Horácio Figueira só vê uma solução: "É preciso priorizar o transporte coletivo. Caso contrário, as cidades vão parar", alerta. Enquanto 60% da população do país utilizam o transporte público, apenas 47% dos paulistanos seguem o mesmo exemplo. A falta de conforto e os itinerários limitados dos ônibus levaram 30% dos usuários a optar pelas vans, realimentando os quilométricos congestionamentos da cidade.
O Rio de Janeiro não fica atrás. Em dez anos, segundo o Detran, sua frota dobrou -- são 2.071.057 veículos. Destes, 1.667.472 são automóveis particulares, sufocando ruas e avenidas. A Companhia de Engenharia de Tráfego (Cet-Rio) faz investimentos: "São projetos de sinalização vertical, horizontal, semafóricos, contagens volumétricas, utilização de câmeras, treinamento de seu quadro técnico e, claro, adequação de toda a tecnologia de equipamentos, tanto para o controle do tráfego quanto para a fiscalização e geração de dados" revela o diretor técnico Marcelo Pitanga. O especialista também defende o transporte público: "O volume existente de veículos já ultrapassou a capacidade das vias. E só com o transporte de massa -- com o motorista deixando o carro em casa em determinadas ocasiões -- essa realidade pode ser alterada", avalia.
Estudos, exemplos e soluções
No âmbito do Governo Federal, o Ministério das Cidades estuda exatos 66 projetos buscando soluções para o transporte coletivo com o objetivo de reduzir não somente o tempo perdido no trânsito como também a poluição do ar. Estes dois fatores juntos, segundo o ministério, custam em torno de R$ 500 milhões por ano. O país -- que optou pelo transporte rodoviário e entregou sua malha ferroviária aos cupins, capins e favelas -- busca a modernização e ampliação do transporte metroviário. Ocorre que, mesmo somados, os quilômetros de todas as linhas de nossas duas maiores cidades não chegam a 1/6 da extensão do metrô de Paris, um dos mais eficientes e organizados do mundo.
E por falar em mundo, alguns exemplos bem que poderiam ser seguidos. O Japão, por exemplo, tem o melhor sistema de transporte público e, segundo a rádio holandesa Nederland, cerca de 60% da população da Grande Tóquio -- 30 milhões de pessoas -- usam o trem como principal meio de transporte. Isso sem falar no metrô e nos ônibus que cruzam, com pontualidade, a capital japonesa. Sem dinheiro para construir um metrô, Bogotá solucionou boa parte de seus problemas viários com a implantação do sistema TransMilenio -- diversos corredores para ônibus que cruzam a capital colombiana, numa proposta semelhante à anteriormente adotada em Curitiba. Em Londres, a solução foi criar a "taxa de congestionamento", um valor em dinheiro cobrado para desestimular os motoristas a irem de carro até o centro. A medida reduziu o tráfego em 30%.
Há também os maus exemplos. Em Pequim, um engarrafamento recente provocou um nó de 100 quilômetros que somente foi desatado no dia seguinte. Isso porque, a despeito das numerosas ciclovias, o chinês começa a experimentar os "prazeres" de ter um automóvel particular, aposentando a bicicleta -- símbolo dos tempos mais bicudos. Na capital mexicana, podem-se perder quatro horas para percorrer apenas 20 quilômetros. Na Avenida Paulista -- centro nervoso e financeiro paulistano -- é mais rápido, saudável e econômico seguir a pé no sentido Paraíso-Consolação do que tentar o trajeto de carro, no meio da tarde.
Há ainda os piores exemplos: a cidade americana de Los Angeles tem mais automóveis do que habitantes. Em Milão, na Itália, a poluição do ar causada pelo trânsito provoca os mesmos efeitos de fumar meio maço por dia -- mesmo para quem nunca pôs um cigarro na boca.
As dificuldades criaram oportunidades. Repórteres aéreos proliferam nas principais cidades brasileiras, informando as condições de tráfego. A rádio Bandeirantes e a seguradora SulAmérica criaram uma emissora inteiramente dedicada a dar boletins sobre o trânsito na capital paulista. Além de locutores e jornalistas, a freqüência 92,1 conta com um elenco de radioamadores e ouvintes que entram na programação informando sobre retenções e acidentes de pontos diversos da cidade. "De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego, o recorde de engarrafamento do ano foi atingido na manhã do dia quatro de março. Foram 155 quilômetros. Nos horários de pico, invariavelmente, são uns 120 quilômetros, pelo menos" ensina o diretor da rádio, Felipe Elias Bueno.
O radialista aponta a solução para o teorema do caos: "Do jeito que as cidades foram urbanizadas não tem jeito. Não dá para começar de novo. Sendo assim, é preciso investir em transporte público de qualidade que garanta ao cidadão que ele chegará, sem problemas, ao destino. Renovar a frota, retirando os veículos sem condições, é tão importante quanto educar o motorista do futuro e do presente", sugere.

Acidentes geram custos ainda maiores
O estudo "Impactos Sociais e Econômicos dos Acidentes de Trânsito nas Rodovias Brasileiras" revela que os acidentes sem vítimas têm o custo unitário médio de R$ 4.697,00 -- incluem-se aí despesas com os consertos necessários, deslocamentos, perda de tempo etc. Quando há feridos, o valor sobe para R$ 36.305,00 -- entram na conta a remoção, as despesas médicas, os lucros cessantes, entre outros. Já um acidente com morte sobe para R$ 270.165,00. A conta final considera nesse quesito o custo social do impacto familiar. A pesquisa estima em R$ 24,6 bilhões o custo anual dos acidentes em nossas rodovias. O Brasil pode não saber quanto custa, ao certo, um engarrafamento, mas tem a conta certa do preço da direção perigosa e irresponsável.
Cláudio Carneiro
http://opiniaoenoticia.com.br/interna.php?id=15266



[ii] Segurança em veículos

Algo que merece destaque é a evolução das exigências de segurança em automóveis. Quem, mais antigo, passou por acidentes com automóveis na época em que não tinham os recursos atuais sabe o que representava qualquer batida. A gente simplesmente virava um foguete dentro do carro que parasse instantaneamente em alguma colisão com algo mais resistente. Se não morresse, ter ossos quebrados era pouco, pura sorte, pois a morte não estava longe. Felizmente naquela época a velocidade média era pequena, tanto nas estradas quanto nas cidades. Atualmente os cuidados com os automóveis, principalmente, são algo até emocionante. A proteção dos nossos pilotos é exigida por normas nacionais e conveniências industriais. Cintos de segurança, air bags, extintores, freios, estofamento, suspensão, travas em portas, bancos especiais para crianças e adultos, etc. fazem dos automóveis um recurso de transporte mais e mais seguro.
Via televisão e programas científicos vemos os esforços inauditos de empresas para aumentar a qualidade e garantia de incolumidade dos usuários do transporte aéreo. Desde os aeroportos, constantemente mais sofisticados, até os aviões, analisados pelas melhores equipes de Engenharia possíveis, induzem sentimentos e criam estatísticas impressionantemente positivas.
E o transporte do povão?
Principalmente em nosso Brasil emergente notamos uma diferença abissal entre a atenção com aqueles que têm uma casta superior e os párias de nossa sociedade.
Para os mais humildes, o que importa é a prestação do serviço mais barato.
Barato para quem? Desde que inventaram o “vale transporte” (nosso Afonso Camargo) a maior parte dos custos de deslocamentos profissionais são cobertos pelos empregadores.
Estranhamente não ouvimos falar em subsídios nos sistemas mais populares. Isso acontece nos mais caros. Quando falam em bondes e metrôs batalham por verbas “a fundo perdido”, afinal os lobbies industriais e de empreiteiras, empresas prestadoras de serviços e até da construção civil não desprezam o dinheiro que faturarão com esses sistemas. Neles tudo será feito para existir algum padrão de segurança.
Nossos ônibus, entretanto, não mostram qualquer preocupação sensível com a segurança, exceto, talvez, dizer para os motoristas que não devem frear bruscamente, ainda que isso signifique o esmagamento de algum pedestre ou carro que atravesse à frente.
Tarifas baixas, mais baixas, tão baixas quanto possível. E quem faz milagres?
Resultado, os ônibus precisam ter um mínimo de bancos, sem estofamento, devem trafegar com o máximo de passageiros, cumprir tabelas mais e mais estritas, chassis de caminhão, portas no limite inferior de segurança, serem velozes etc.; è bom não esquecer que a energia de qualquer corpo em movimento é proporcional ao quadrado de sua velocidade.
Por quê em automóveis as crianças precisam de bancos especiais e cintos de segurança e nos ônibus vale tudo? A velocidade dos veículos em Curitiba, por exemplo, só é limitada em trechos com radar, onde, em muitos casos, é estabelecido como limite 60 km/h, ou seja, a máxima velocidade em qualquer rua de cidade em nosso país. Fora desses trechos pode-se correr? Ainda pouco um ônibus do transporte coletivo urbano de Curitiba fez sinal de luz para que nós acelerássemos. Estávamos no limite permitido. O que o motorista desse ônibus entendia como velocidade máxima na cidade?
Temos sindicatos, associações, clubes de serviço, partidos políticos, religiões, terreiros, seitas, bíblias, leis, etc. Por quê não assumem o compromisso de discutir e propor justiça social, equanimidade, amor ao próximo? Por quê não analisam, discutem e estabelecem vigilância em algo tão prosaico quanto o transporte coletivo urbano? Será que acreditam que praticando rituais sofisticados e repetindo mantras compensarão tanta alienação? Podemos melhorar, aprimorar o sistema, é só querer.

Cascaes
29.1.2009





[iii] Sistema de expresso entra em colapso em 1984
Editorial do Diário do Paraná – Curitiba – 8-1-1982
Livro de Waldemar Corrêa Stiel
História do Transporte Urbano no Brasil
Edição Convênio EBTU/PINI
Editora PIini Ltda. – 1984
Pg. 114

O colapso do atual sistema de transportes urbanos de Curitiba, em 1982, foi anunciado ontem pelo engenheiro Cássio Taniguchi, presidente do Ippuc – Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba. A implantação, em fins de 1983 e início de 1984, das primeiras linhas de bondes no eixo Norte-Sul, atualmente servido por ônibus expresso, está sendo planejada pelo órgão como única saída para a crise no setor de transporte coletivo que, de outra forma, teria que optar pela extorsiva implantação do metrô.


[iv]
Prezado,

Nós temos duas soluções de veículos com piso baixo e com entrada baixa, o B9Salf e o B7RLE.

B7RLE

- 4X2 com entrada baixa ou low entry. A porta dianteira e central tem piso baixo, 300 a 370mm do piso. A parte traseira após a segunda porta é alta, com escadas para subir e descer.
[- encarroçamento máximo 13,20m. depende do arranjo de bancos. Com mais bancos podemos fazer mais longo.
- Motor traseiro Euro 3 de 290 cavalos de potencia com 1200Nm de torque.
- Caixa de cambio automática, de 4 ou 6 velocidades.

B9Salf

- articulado 4X2+2 com piso baixo total ou low floor. Todas as portas tem piso baixo, 300 a 370mm do piso. O motor está localizado no entre eixos, vertical do lado esquerdo do veículo.
- encarroçamento máximo 20m com articulado. depende do arranjo de bancos.
- este veículo tem a opção de biarticulado para até 27 metros.
- articulação sem qualquer aparato eletrônico ou hidráulico.
- Motor Euro 3 de 360 cavalos de potencia com 1600Nm de torque.
- Caixa de cambio automática, de 4 ou 6 velocidades.

Ambos tem opção para ajoelhamento nas paradas abaixando mais 80mm da altura inicial.
Estes dois veículos estão em operação no Chile em Santiago à 3 anos. São 1200 unidades de articulados e 900 unidades de B7RLE.
Podemos marcar uma visita sua a Volvo para apresentarmos com mais detalhe as duas opções e detalhes de operação.

Mais detalhes e algumas fotos você pode encontrar no nosso site
http://www.volvo.com/bus/brazil/pt-br/pt-br.htmhttp://www.volvo.com.br
O Juarez que está em cópia te manda um abraço.

Atenciosamente,

_________________________________________________
Gilcarlo Prosdocimo
Volvo Bus Latin America
Sales engineering
Dept 80100, 90S

Telephone: +55-41-33178730
Telefax: +55-41-33178489
E-mail: gilcarlo.prosdocimo@volvo.com

terça-feira, 14 de setembro de 2010

domingo, 13 de junho de 2010

Uma hipótese muito provável da causa do acidente na Praça Tiradentes e entrevista com o motorista

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1015971&tit=Quando-pisava-o-freio-do-onibus-nao-respondia

Subject: Fw: Acidente ônibus LIGEIRINHO Praça Tiradentes .....



Em tempo, CONCESSÕES por quê?

Mais privilégios garantidos por lei?


----- Original Message -----

From: JCCascaes

To: FOMUS

Sent: Sunday, June 13, 2010 10:59 AM

Subject: Fw: Acidente ônibus LIGEIRINHO Praça Tiradentes .....


Prezados amigos

Uma explicação de um amigo fraterno...

Acrescentando, estamos com um "apagão" na área da Engenharia.

Só vale preço, tarifa.


Pior, sem criatividade, sem propostas para viabilização razoável do sistema de transporte coletivo urbano no Brasil.



Frota Pública?

Pagamento por km?

Fiscalização enérgica e honesta?

Gerenciamento adequado?

Custo do gerenciamento sem incidência sobre as tarifas?

Isenção total de impostos?

Abraços



Cascaes

13.6.2010





Sent: Sunday, June 13, 2010 10:46 AM

Subject: RE: Acidente ônibus LIGEIRINHO Praça Tiradentes .....


Grande CAescaes, já sei o que ocasioonou o acidente em curitiba.


a resposta é clara para qualquer motorista de Caminhão ou ônibus experiente.

Basta perguntar a eles o que uma retífica tabajara com peças de procedência duvidosa faz com um motor dieesel.

principalamente nos Motores mercedes, como é o caso do ligeirinho acidentado.

O que ocorre, é que o motor acelera até os 9000 giros e se esfacela todo, e não tem o que faça o motor apagar, nem mesmo desligando a bateria. O Fato é que se o câmbio for manual o motorista pode colocar uma quinta e "afogar o motor", mas se for automático, esqueça, pois a caixa automática não sobe marcha se o motor passar da rotação adequada, o resultato é esse se o motor disparar em uma marcha pesada como a 1ª ou 2ª.

Segundo testemunhas, o ônibus atravessou a praça por volta de 40KM,l logo dá para se enternder que estaria na 2ª ou terceira marcha.

Viu só o que a busca para economizar ums mísseros cascalhos causou de prejuízos às pessoas?

Essa é a administração da URBS e suas concessionárias. ou seja LUCRO A QUALQUER CUSTO, AFINAL OS FIGURÕES DA URBS NÃO TOMAM ÔNIBUS.

UM TFA

terça-feira, 25 de maio de 2010

Por favor, não beba se for dirigir

O transporte racional, a mobilidade sadia


Em Curitiba, se visitarmos o Parque Barigui, será rotina vermos centenas de pessoas devidamente vestidas (afinal para tudo existe uniforme, moda) correndo ou andando em volta do parque. Alguns eixos evoluíram, já têm passeios bem feitos, permitindo longas caminhadas, ainda que sob o risco de travessia de ruas, conflitos com motoristas nem sempre conscientes dos direitos do pedestre.

Vivemos uma discussão intensa em torno do transporte coletivo urbano. Infelizmente a ênfase acaba sendo o custo das passagens. Ao gosto de quem explora o serviço “transporte coletivo urbano” deveríamos, talvez, sempre falar das maldades dos empresários e das tarifas. Assim esqueceríamos, que para muitas situações, poderíamos dispensar os ônibus.

Precisamos pensar com urgência na qualidade, capilaridade e ampliação de serviços e equipamentos urbanos que dispensem o carro pessoal.

Em Curitiba, por exemplo, o custo mensal (fora outros) para o dono do táxi que pretenda usar um sistema de telecentro é em torno de mil reais. Existe um sistema de chamadas cooperativado, pelo que ouvi mereceria uma análise e regulamentação. Vale propina?

Qualidade, segurança, acessibilidade, educação e disponibilidade de táxis, ônibus, metrô, bonde, carruagem, bicicletas etc. significa poder freqüentar bares, restaurantes, festas, viver a cidade sem a preocupação do trânsito, dos assaltos, da vida noturna e dos acidentes causados pelo álcool (ainda que, dependendo do teor alcoólico no sangue, o indivíduo seja improtegível).

Precisamos de cidades com boas calçadas, bem iluminadas, protegidas, seguras e respeito total do mais forte pelo mais fraco, menos perigoso, ou seja, o motorista do veículo maior deve entender que a prioridade é do pedestre, ciclista, do motociclista e assim também o indivíduo que dirige uma motocicleta deve se obrigar a deixar passar quem não estiver sendo movido a gasolina, o ciclista ao pedestre e assim por diante.

Com certeza existe a necessidade urgente de maior educação, de investimentos a favor de quem não usa automóveis, de atenção total ao pedestre.

Vemos as campanhas contra a utilização de bebidas por aqueles que vão dirigir, inclusive valendo para os acompanhantes, ensinando-lhes a não perturbar o motorista. Com certeza essa é uma ênfase reduzida por caciques da mídia, sempre a favor dos interesses comerciais das concessionárias de sistemas de TV e telecomunicações em geral.

Não podemos imprimir nos carros frases como agora existem nos maços de cigarro. Podemos, contudo, escolher melhor os deputados, prefeitos, senadores, o Presidente da República.

Sabemos que nosso país carece de instrução, afinal algo em torno de 60% dos brasileiros é analfabeto total ou funcional, a maioria absoluta é analfabeta política. Vendo, contudo, em escolas especiais, clínicas de reabilitação, nos hospitais, nos cemitérios e até observando cadeirantes e PcD em geral ficamos pensando em quantas vidas são destruídas ou atingidas diretamente ou indiretamente pelas loucuras do trânsito.

Muitos desses acidentes não teriam acontecido se nossas cidades oferecessem bons serviços de transporte coletivo, táxis, passeios acessíveis, segurança etc., aliás, só na rubrica segurança, o Paraná teve 1001 pessoas assassinadas nos três primeiros meses deste anos. O pesadelo da falta de policiamento além de facilitar a vida dos criminosos aterroriza o cidadão comum, levando-o a usar automóveis com vidros escurecidos, transitar com velocidade máxima e avançar em sinais fechados...

Andar pelas ruas de que jeito?

Cascaes

25.5.2010






http://www.youtube.com/user/TACVictoria

On December 10th 1989 the first TAC commercial went to air. In that year the road toll was 776; by last year 2008 it had fallen to 303.


A five minute retrospective of the road safety campaigns produced by the TAC over the last 20 years has been compiled. The montage features iconic scenes and images from commercials that have helped change they way we drive, all edited to the moving song Everybody Hurts by REM.



This campaign is a chance to revisit some of the images that have been engraved on our memories, remember the many thousands of people who have been affected by road trauma and remind us all that for everyones sake; please, drive safely.

Transport Accident Commission Victoria.

http://www.tac.vic.gov.au/

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sábado, 21 de março de 2009

Trava para cadeirantes nos ônibus

Reuniões na ADFP sobre o transporte coletivo urbano de Curitiba com o Dr. Paolo Sbalzer da Q´Straint:
http://www.youtube.com/view_play_list?p=2CC3ED69EF790A6F