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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Custo dos ônibus Híbridus - Relatório da CPI do Transporte Coletivo Urbano de Curitiba

4.3.1.4 TAXA DE RISCO

Esse item é aplicado apenas ao ônibus híbrido, também chamado de Hibribus.
Para muitas pessoas o ônibus híbrido é um dos vilões da tarifa, mas isso não é verdade.
O grande problema do ônibus é o alto custo de aquisição, pois se trata de uma nova tecnologia no mercado. Da forma como ele foi inserido no sistema de Curitiba, seu custo fica mais caro se comparado com ônibus similares, devido o contrato estabelecido entre a URBS e a Volvo. Desde setembro do ano de 2012, 30 hibribus circulam na cidade.
O contrato prevê, a amortização do passivo gerado pela substituição dos ônibus, uma taxa de risco operacional por se tratar de uma nova tecnologia. Juntos, estes dois itens equivalem a custos de quase R$ 135 mil ao mês ou mais de R$ 1,6 milhão ao ano.
De acordo com o relatório final da Comissão de Análise da Tarifa do Executivo Municipal, os ônibus desativados estão em plena vida útil, dessa forma eles poderiam ter sido vendidos ou estarem em uso por outras linhas.
O que não poderia ocorrer é os ônibus ficarem parados e continuarem sendo remunerados e amortizados como se estivessem sendo utilizados.
Com relação à taxa de risco, não há justificativa para esta cobrança, pois a tecnologia utilizada nos ônibus híbridos já está consolidada por seu uso em larga escala, há vários anos, em outros países. O argumento de que esta tecnologia poderia trazer riscos não é válida.
Apesar dos críticos devido ao alto custo de aquisição, a economia de combustível e o ganho ambiental não foram contabilizados na planilha. De acordo com dados divulgados pela Volvo, o sistema híbrido proporciona uma redução no consumo de combustível de até 35%. Já a diminuição das emissões de poluentes pode chegar a 90% na comparação com motores a diesel convencionais.
Cada hibribus deixa de emitir cerca de 30 toneladas de gases poluentes ao ano, o que representa quase 1 milhão de toneladas se somados os 30 ônibus que estão em operação.
Em curto prazo isso pode não significar muito, mas para a Curitiba que queremos para o futuro simboliza uma mudança de paradigma, do veículo de transporte coletivo movido a combustível fóssil por um veículo movido a combustível limpo, e representar economia no tratamento de saúde da população.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 3,3 milhões de pessoas morrem ao ano em decorrência da poluição do ar nas ruas.

Dessa forma sugere-se que a taxa de risco seja eliminada da Tarifa e eventuais riscos devem ser assumidos pelo concedente ou pelo contratado, não ao usuário do serviço público.

domingo, 15 de setembro de 2013

MCI NHTSA Bus Crash Test.

Enviado em 07/05/2010
On December 14, 2007 Transportation Research Center Inc. conducted a frontal
Motor Coach crash test for the National Highway Traffic Safety Administrations (NHTSA) Vehicle Research and Test Center (VRTC) in order to obtain the crash pulse from a severe frontal crash event, obtain dummy injury data for various conditions, and to study passenger seat and seat attachment strength.
The 2000 MCI 102EL3 Renaissance Series, made by Motor Coach Industries (MCI) was, a 54 seat bus, weighing 42,720 pounds (test weight). The Motor Coach crashed into the barrier at 30.36 mph, with 22 instrumented crash dummies (belted and unbelted). Several on and off board high-speed cameras documented the crash test event. Over 400 data channels were recorded at 12,500 Hz.
VRTC is a federal research facility located onsite at TRC (the Center). The staff conducts research and vehicle testing in support of NHTSAs mission to save lives, prevent injuries, and reduce traffic-related health care, and other economic costs. The research and development activities are performed to produce safer vehicles through improved vehicle performance, improved occupant protection systems, improved structural integrity of vehicles, increased understanding of driver behavior, and the use of intelligent systems to enhance drivers ability to avoid crashes and travel safely.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Um questionário oportuno sobre o transporte em Foz do Iguaçu

Um bom questionário


O tema transporte coletivo urbano merece uma discussão profunda e ajustes permanentes, pois envolve inúmeras visões, disciplinas e realidades. Do Gabriel Azevedo, Foz do Iguaçu e Sociedad Peatonal, tivemos o questionamento apresentado a seguir que merece divulgação, com as respostas que nos atrevemos a dar e que o Boletim do Condomínio permite-nos divulgar.

01) Em Foz do Iguaçu, do ano 2000 para cá, houve uma redução de 50% no número de passageiros do transporte público. Isso se deve ao aumento da frota de veículos na cidade (impulsionados pela redução do IPI e o aumento na oferta de crédito) ou a queda na qualidade do transporte?

- Todas as hipóteses podem estar corretas.

- Seria fundamental uma boa pesquisa.

02) No mês de abril, em Foz, deve ser lançado o edital de licitação para exploração do transporte público. Em que itens a população e principalmente os vereadores (em tese, fiscalizadores do Poder Executivo) devem ficar atentos?

- Começa mal com a palavra “exploração”.

- O transporte coletivo urbano deve ser visto como atividade que deve oferecer rentabilidade justa, afinal ninguém quer trabalhar no prejuízo, mas deve ser entendido como algo a ser feito em parceria com o poder público, pois depende de subsídios para ser de boa qualidade e acessível, até em países ricos.

- Muita atenção para os padrões técnicos a serem exigidos para os veículos, a supervisão, rastreamento dos ônibus, terminais (segurança, conforto, funcionalidade), segurança dos passageiros onde as coisas começam nas calçadas, iluminação pública, policiamento e terminam dentro dos carros coletivos.

- Afinal, muita engenharia, arquitetura, design, layout, urbanismo, política de subsídios etc.

03) Em Foz, o custo da passagem é R$2,20. Porque o custo da passagem do transporte público é tão cara, se o serviço é tão ruim? Os donos das empresas justificam que, se não fossem as gratuidades, a passagem seria de no máximo R$1,50. Isso é verdade?

- O conceito “ser caro” depende da qualidade oferecida. A avaliação do custo depende de análise matemática, meticulosa e permanente por diversas entidades. Um serviço que movimenta tanto dinheiro com facilidade consegue cooptar aliados...

04) Em Foz, a grande maioria dos usuários do transporte público são estudantes pobres e trabalhadores informais. O transporte público é ruim porque é utilizado, na sua grande maioria, por pessoas das classes baixas? Se a classe média utilizasse o transporte urbano todos os dias, o transporte seria melhor?

- Com absoluta certeza.

05) Qual é a opinião de vocês sobre o transporte 100% público. Ou seja, aquele totalmente financiado pelo estado, em que não existe a exploração de empresas privadas?

- O financiamento total existe em grandes sistemas (metrôs, por exemplo). O drama é a administração pública, entupida de leis pouco inteligentes e gente muito esperta.

- Na nossa (Cascaes) opinião o ideal é termos investimentos públicos e operação privada com fiscalização e contratos severos.

- O BNDES costuma financiar com dinheiro público e condições paternais os empresários do transporte coletivo urbano.

06) O que a população deve cobrar na questão do transporte público (ar condicionado, sistema anti-lotação, câmeras de segurança, pista exclusiva para ônibus)?

- O ônibus pode ter um padrão excelente e no Brasil a Volvo, por exemplo, fabrica e exporta chassis de excelente padrão (exportou mais de mil para Santiago, Chile) assim como a Marcopolo está habituada a exportar o ônibus encarroçado.

- Qualidade? É só querer e pagar.

- A segurança e o conforto do passageiro dependem principalmente da lotação máxima do veículo (existem até dissertações de mestrado sobre isso), baixo nível de ruído e poluentes dentro e fora do ônibus, controle de aceleração e frenagem, suspensão inteligente, bancos anatômicos, apoio para os braços, barramentos para o passageiro em pé por se segurar, piso rebaixado (fundamental com possibilidade de ajoelhamento pneumático), piso não escorregadio, espaço e detalhes de segurança para cadeirantes etc. Por isso é fundamental o pagamento por km, pois o empresário deve se desligar da rentabilidade do sistema e cuidar de suas equipes de mecânicos, motoristas, cobradores, garagistas etc.

- Obviamente pista dedicada ao transporte coletivo urbano, “onda verde”, operação “on line”, vigilância eletrônica, apoio do policiamento e bons padrões de iluminação de pista, pavimentação etc. são partes importantes.

- A importância do ar condicionado depende muito da duração da viagem, do clima local.

07) A redução da tarifa é possível, como?

- Com subsídios se não quisermos degradar o sistema mais a moralidade e a honestidade para não desperdiçarmos o dinheiro do contribuinte e o do usuário do sistema.

08) Qual é a opinião de vocês sobre a gratuidade?

- Justa para quem não tem opção.

09) Qual é a importância do transporte público?

- Fundamental à qualidade de vida, principalmente no século 21 quando tanto se fala em sustentabilidade e racionalização das cidades. O ideal, contudo, é termos opções boas de mobilidade (ciclovias, calçadas seguras, cidade segura) e uma estratégia de descentralização de atividades, teletrabalho, EAD, distribuição de horários e tudo o que dispensar o deslocamento evitável.

Concluindo, vale a pena discutir serviços públicos, pois qualquer descuido poderá significar a penalização dos usuários de concessionárias de serviços essenciais, portanto fundamentais à nossa existência.



João Carlos Cascaes

Curitiba, 27 de março de 2010