sábado, 28 de abril de 2012

Responsabilidade fiscal e o transporte coletivo



No Brasil a distribuição dos impostos é perversa aos municípios e seus habitantes. Uma demonstração dessa situação podemos ver em Curitiba, onde muitos projetos trazem placas do governo do Estado ou Federal, pois a cidade não pode arcar com o ônus do investimento.
Sistemas têm custos de investimento, financeiros, treinamento, formação de equipes, manutenção de equipamentos e instalações e pessoal etc. Isso pode ser estimado comparando o que queremos com outros existentes.
Em destaque, qualquer atividade possui um custo operacional, eventualmente maior, por ano, do que o investimento necessário para a construção e montagem de suas instalações.
Para manter tarifas razoáveis socializa-se entre cidades tarifas que poderiam ser menores em centros mais ricos, é uma forma de distribuição de riqueza.
Tudo isso é muito bonito, mais ainda quando por hábito nacional dizemos: “o Governo paga”. Esquecemos que o contribuinte, pagador de impostos, e o usuário deverão cobrir todos os valores necessários. Ignorar isso pode levar qualquer país a crises padrão grego.
Devemos raciocinar de forma objetiva em casa e na sociedade, ou seja, não existe maná que pague certos excessos. O povo em suas fantasias ou realidades pagará a conta que virá pelo aumento de impostos ou submissão total a quem der dinheiro (subsídios).
Algo extremamente interessante em lugares responsáveis é a ampla discussão durante a fase do anteprojeto. Indenizações, impactos ambientais e pagamento de tudo o que for necessário assim como os benefícios pretendidos são analisados publicamente.
A França, para o transporte coletivo, age dessa maneira. Assim as comunas se associam ou não para decidir sobre que tipo de modal, sistema de transporte, terão e sobre um adicional fiscal, o  “versement transport” [(Wikipédia), (Réglementation versement transport, 2008)].
Da Wikipédia transcrevemos:
“En France, le versement transport (abrégé en VT) est un impôt assis sur la masse salariale des entreprises de plus de neuf salariés. Le produit, d'abord consacré au financement des transports publics (investissement et fonctionnement), est peu à peu affecté pour couvrir les dépenses d'exploitation. En 2008, il finançait à près de 70 % le Syndicat des transports d'Île-de-France (STIF), qui redistribue ensuite les recettes à la RATP et à la SNCF...D'abord institué en région parisienne, le versement transport est progressivement étendu aux communes de plus de 300 000 habitants en 1973, 100 000 habitants en 1974, 30 000 habitants en 1982, 20 000 habitants en 1992 (loi ATR, ou loi Administration Territoriale de la République) et 10 000 habitants en 1999 (loi Chevènement). Il alimente dans ce cas le budget de l'autorité organisatrice de transport urbain de la commune... Entre 1975 et 1982, le seuil de perception du versement transport fixé à 100 000 habitants joue un rôle décisif dans la création d’autorités organisatrices intercommunales et dans l’augmentation des périmètres de transport urbain (PTU)... Le taux du versement transport est variable en fonction de la population du périmètre de transport urbain (PTU). Depuis 2011, il est limité à 0,9 % pour les PTU de moins de100 000 habitants”.
Ou seja, se a população quer resolver seus problemas de transporte coletivo ela coloca em discussão tudo, como vimos na cidade de Strassbourg (Wikipedia) em 1988, onde existia um projeto bem avançado para um metrô elevado, seguindo o modelo (Lille VAL, France), com canteiro experimental para os trechos subterrâneos, prismas com desenho das futuras estações e indicação de telefones para consulta assim como a contraproposta de bonde (VLT) defendida por partidos contrários. A administração do consórcio de comunas optou por esperar as eleições para sacramentar o início das obras, venceu a oposição e assim a cidade fez um sistema de bondes (Gollnick)...
Ou seja, de forma extremamente transparente e democrática os franceses decidem sobre projetos urbanos, evitando tragédias gregas e criando um senso de responsabilidade geral. Como é hábito gaulês, tudo é minuciosamente debatido, e aqui?
Vimos nas reportagens desses dois últimos meses a necessidade de subsídio para manutenção das tarifas de ônibus de Curitiba, dinheiro dos cofres estaduais que deixará de ser usado em outros serviços ou projetos. Isso é válido?
Talvez seja lógico diante do modelo ilusionista de criação, cobrança e uso dos impostos, mas o que estaremos desperdiçando de recursos que fazem falta na área da saúde, educação, habitação e até para a reforma agrária? Perdemos sensibilidade sobre a política fiscal brasileira, mais ainda no que é usado o dinheiro do pagador e do usuário.
Não sentimos reações proporcionais ao que é decidido, somos um povo tremendamente fatalista ou ignorante, no sentido de que não queremos saber. Só isso justificaria a tremenda “gastança” da década de setenta do século passado e as prioridades estabelecidas nesses últimos anos, quando os banqueiros “deitaram e rolaram” usando o terrorismo criado nos tempos de hiperinflação.
Nosso desafio é aproveitar de forma inteligente e em prioridades justas o dinheiro que descobrimos no caixa da União, estados e municípios. Se não fizermos isso continuaremos a ter serviços essenciais precários e projetos mal feitos.

Cascaes
28.4.2012

Gollnick, S. (s.d.). O TRAM DE STRASBOURG. Acesso em 28 de 4 de 2012, disponível em VIVER URBANAMENTE: http://gollnick.blog.terra.com.br/2009/06/08/o-tram-de-strasbourg/
Lille VAL, France. (s.d.). Acesso em 28 de 4 de 2012, disponível em railway-technology.com: http://www.railway-technology.com/projects/lille_val/
RICORDEAU, P. (2008). Réglementation versement transport. Fonte: Urssaf: http://www.urssaf.fr/images/ref_lc2008-002.pdf
Wikipedia, e. (s.d.). Strasbourg. Fonte: Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Strasbourg
Wikipédia, e. (s.d.). Versement transport. Acesso em 28 de 4 de 2012, disponível em Wikipédia: http://fr.wikipedia.org/wiki/Versement_transport

terça-feira, 24 de abril de 2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

mobilidade urbana - ponderações do André Caon Lima

De: fomus@googlegroups.com [mailto:fomus@googlegroups.com] Em nome de andre lima
Enviada em: segunda-feira, 2 de abril de 2012 14:27
Para: fomus@googlegroups.com
Assunto: *** SPAM ***RE: Excelente - mobilidade urbana

Sem dúvida, um texto interessante e que merece análise pelo fórum.
Pelo menos que eu saiba, só a Sociedad Peatonal tem criticado sistemática e publicamente o projeto do metrô, através do Blog:
Assim, entendo que o Belmiro dirija-se a nós (propositadamente ou não) quando fala que os críticos só criticam e não propoem alternativas com relação ao metrô.
Em primeiro lugar, é importante deixar claro que nossa maior crítica não é apenas ao projeto em si, mas a maneira como está sendo implantado: unilateralmente, com participação ampla da classe dirigente e hegemônica (empreiteiros, imobiliárias, empresários de grande porte, etc...), ficando em segundo plano a participação popular, que só foi feita pelo formalismo da audiência do EIA-RIMA. O metrô sem dúvida é ótimo para grandes empresários de obras, empreiteiros, imobiliárias e especuladores imobiliários. Estes grupos foram reunidos e noticiados a respeito do projeto por 3 ou 4 vezes, no âmbito de Concitiba, ACP, IEP, etc...
Não existe de nossa parte a pretensão de dizer o que é o melhor para Curitiba, até por que se nos achássemos superiores a alguém estaríamos pleiteando algum cargo político eleitoral (ou eleitoreiro, que para mim são sinônimos).
Existe sim a pretensão de provocar um mínimo debate, já que o assunto é sério demais para ficar na mão dos "eleitos".
Falo em mínimo debate por que também sequer temos condição de provocar uma debate amplo da sociedade, afinal, qualquer grito ou iniciativa é abafado pelo imenso sistema de mídias estatais e privadas, agindo paralelamente com as corporações interessadas (petróleo, automobilística e especulação imobiliária), além é claro de seus irmãos siameses - os "eleitos".
Com relação a andabilidade, também é importante notar o paralelismo com a botecabilidade, ou seja, um conceito ligado a mercado.
Entendo que o conceito de caminhabilidade proposto pela Sociedad Peatonal deve ir além de questões a respeito de qualidade técnica intrínseca dos pavimentos.
Devemos perguntar ao operário que constroi a calçada como é o referido pavimento em frente a sua casa e se esta melhoria é fornecida gratuitamente ao morador do imóvel confrontante, como vem acontecendo no caso do chamado anel central.

André Caon Lima
www.sociedadpeatonal.org
coordenação do FoMUS

From: ghidini.jr@hotmail.com
To: fomus@googlegroups.com
Subject: RE: Excelente - mobilidade urbana
Date: Sun, 1 Apr 2012 15:00:20 +0000
Bem legal mesmo!

rg

From: jccascaes@onda.com.br
To: fomus@googlegroups.com
Subject: Excelente - mobilidade urbana
Date: Sun, 1 Apr 2012 11:36:17 -0300

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A greve dos motoristas de ônibus de Curitiba

Serviços essenciais merecem uma legislação específica para condução de greves. Pode-se, por exemplo, imaginar o que aconteceria com a paralização de concessionárias de energia elétrica. Sem eletricidade nem o serviço de água e esgoto consegue se manter funcionando. Geradores de emergência? Quantos estão em boas condições operacionais e em condições de atender suas cargas? É possível viver no último andar de um prédio de 20 andares sem elevador? Pode-se operar uma concessionária de energia estranha na emergência?
O exemplo citado é para lembrar nossos legisladores de que antes de lidar com questões menos importantes já deveriam ter proposto, discutido e aprovado (com o Poder Executivo) uma lei dedicada às empresas concessionárias essenciais e atividades fundamentais sob administração direta do estado.
E o transporte coletivo urbano? Com certeza é atividade essencial a grandes cidades, onde os trabalhadores se distanciam de seus locais de trabalho à medida que nossas metrópoles incham.
Cidades pequenas têm opções espontâneas. Algumas, como eram as catarinenses Blumenau e Joinville até a década de cinquenta, viam suas ruas cheias de ciclistas nos horários de entrada e saída das fábricas (dezenas de milhares de operários). O Brasil optou por processos de planejamento elitizados, cidades divididas e guetos de toda espécie, agora realmente dependemos de tudo motorizado com duas, três, quatro ou mais rodas.
Temos livros que ilustram as lógicas urbanistas e o comportamento dos chefes das cidades que merecem ser lidos. O livro (Quase-cidadão, 2007) contém análises extremamente valiosas, destacando, pelo que nos afeta (Curitiba) e tem muito a dizer sobre os problemas de hoje o capítulo 13, “Partindo a Cidade Maravilhosa”, escrito por Brodwyn Fischer. Le Corbusier (Urbanismo, 1992) mostra a visão quase romântica dos planejadores do século passado. O livro patrocinado pela EBTU [ (EBTU), (História do Transporte urbano no Brasil, 1984)] demonstra como se pode errar ao se fazer previsões sobre Curitiba (pg. 114, “Sistema de Expresso entra em colapso em 1984). Com mais detalhes sobre nosso povo e suas maiores cidades a coleção (História da Vida Privada no Brasil, 1998) é imperdível.
A greve deste mês de fevereiro de 2012 é mais um episódio que no tempo certo merecerá uma boa análise. Afinal teve a adesão de todos os motoristas, o que é muito raro. Na imprensa vimos reportagens defendendo sistemas de transporte adicionais. As ruas se entupiram de automóveis (cada vez mais baratos e acessíveis a pessoas que antes nem sonhavam com essa hipótese). O Governador falou em subsídios ao transporte coletivo urbano (excelente!). O povo não reage (não é novidade).
Estamos em final de férias, retomando a rotina, a turma ainda terá um feriadão na próxima semana, não seria bom emendar?
Realmente Curitiba precisa desenvolver um sistema complementar de transporte coletivo. Sendo mais caro, exigindo investimentos pesados e tendo um custo operacional maior, terá efeitos nas tarifas e/ou impostos. Não existe milagre. Para que não se desperdice bilhões de reais será prudente escolher criteriosamente trajetos, tecnologia, financiamentos, montar boas equipes de operação etc.
A cidade, contudo, já demonstra o que é viver em grandes metrópoles. Violência, poluição, alongamento de percursos entre trabalho, lazer, residência, escolas, etc. Ou seja, é urgente a necessidade de se estimular fortemente a descentralização do desenvolvimento do Paraná.
E os motoristas? Ganham pouco, muito pouco se lembrarmos a responsabilidade de dirigir seus veículos em canaletas, por exemplo, mão dupla, pista estreita, ônibus articulados e biarticulados, sendo obrigados a cumprir tabelas apertadas e trafegando sobre pistas mal mantidas, invadidas até por skatistas.
Infelizmente quase podemos afirmar que em breve poderemos ter acidentes gravíssimos, se nada acontecer com urgência para maior segurança do trânsito em canaletas e nas ruas comuns.
Vamos insistir, nossos motoristas dirigem carros que por dia transportam centenas ou milhares de passageiros disputando espaços, contra o cronômetro, sem piloto automático, aeromoças para servir um lanche e outras facilidades de pilotos de aviões comerciais.
Diante de tudo isso nada mais lógico do que se viabilizar subsídios (e grandes) para todo tipo de transporte coletivo urbano de passageiros, pagar bem seus profissionais e não se pretender tirar água de pedra, obrigando o sistema a operar em situação de risco elevado (Ônibus atropela uma pessoa a cada 3 dias, 2012).

Cascaes
15.2.2012
Corbusier, L. (1992). Urbanismo. (M. E. Pereira, Trad.) São Paulo: Livraria Martins Fontes Editora Ltda.
EBTU. (s.d.). Fonte: JusBrasil: http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/busca;jsessionid=E014FA19EF99AA9FC888C6C63B68B7AA?q=EMPRESA%20BRASILEIRA%20DE%20TRANSPORTES%20URBANOS%20(EBTU)&s=legislacao
Fernando A. Novais. (1998). História da Vida Privada no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras.
Marès, C. (11 de 2 de 2012). Ônibus atropela uma pessoa a cada 3 dias. Fonte: Gazeta do Povo: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1222504&tit=nibus-atropela-uma-pessoa-a-cada-3-dias
Olívia Maria Gomes da Cunha, Flávio dos Santos Gomes;. (2007). Quase-cidadão. Rio de Janeiro: FGV.
Stiel, W. C. (1984). História do Transporte urbano no Brasil. Brasília: PINI.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

sábado, 19 de novembro de 2011

Quem decide não usa

Prezados amigos e amigas

Qualidade do transporte coletivo urbano de Curitiba?

O grande problema é que o transporte coletivo urbano de Curitiba (e existem muitos piores no Brasil) é a última opção de deslocamento.
Insegurança, passeios péssimos, poucos ônibus (a linha recolhe aparece quando menos esperamos), má educação de passageiros e dificuldades dos motoristas para cumprir tabelas, muitos ônibus velhos, travessias de ruas e avenidas perigosas, postes, orelhões etc. no lugar errado, cachorros prontos para enfrentar quem passa pelo território deles, iluminação pública precária etc justificam o que a reportagem da Gazeta do Povo mostra em

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1193758&tit=Usuarios-nao-veem-melhorias-nos-onibus-1-ano-apos-licitacao

Por quê? Quem decide não usa o transporte coletivo...


Abraços

Cascaes
19.11.2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A Frota Pública - uma opção de subsídio e racionalização do TCU



O MODELO INSTITUCIONAL DO TRANSPORTE COLETIVO URBANO DE CURITIBA EM 1988


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Frota Pública - uma experiência curitibana no final da década de 80




Dinheiro carimbado – tempos de PAC e Copa
Saímos de uma crise interna, estamos no meio de uma tormenta mundial. Os indicadores de qualidade de vida do povo brasileiro apontam para a gravidade do cenário nacional, exigindo atenção para questões extremamente importantes aos brasileiros.
Somos uma democracia relativa, democracia entre ricos ou poderosos através de outros meios de atuação. Relativa por diversas razões, inclusive pela deseducação do povo, um processo que se criou desde a chegada de Cabral ao Novo Mundo.
O final de Monarquia obrigou a Corte a se camuflar, os títulos de nobreza mudaram de nome, a escravidão continuou e só recentemente, graças à tremenda facilidade de comunicação, a Humanidade, não apenas o Brasil, conseguiu avançar rumo à maior liberdade e participação em governos.
Os vícios comportamentais, contudo, são severos e levarão gerações para serem corrigidos.
O espírito de império de nossos mandatários leva o país a projetos decididos e detalhados em gabinetes fechados. Para dourar a pílula usam argumentos de gosto popular, se possível paixões irresistíveis.
Governar uma cidade, estado ou um país é algo complexo que, além da arte da política, demandaria base técnica de alto valor profissional. Infelizmente só ouvimos falar da “base parlamentar”, porta aberta para qualquer coisa. Os brasileiros foram devidamente treinados para acreditar que os partidos políticos são algo completo e capaz de responsabilidades tão grandes quanto o Brasil.
Felizmente agora os meios de comunicação chegaram a níveis de interatividade inimagináveis em 1988. Podemos rever estratégias de governo e refazer padrões de participação popular.
Independentemente do processo político, é extremamente importante que desde o ensino fundamental as novas gerações de brasileiros sejam educadas, e não apenas ensinadas, para a vida democrática, cidadania e a responsabilidade de decidir, participar e votar.
O governo, por sua vez, carece e deve melhorar estruturas técnicas. Nossa legislação, principalmente a malfadada lei 8666/93, deveria ser ajustada para a valorização real da boa Engenharia, Arquitetura, Urbanismo, Medicina, Ecologia, Sociologia etc. Do jeito que está é muito difícil acreditar que os processos licitatórios conduzam a boas soluções, inclusive em pesquisas, anteprojetos, estudos e análises tão necessários ao processo de decisão.
Em Curitiba temos alguns exemplos, podemos, contudo, dar destaque ao projeto do metrô. Ficamos sabendo que receberemos um bilhão e quatrocentos milhões de reais para a “Linha Azul”, ótimo. Só que esse é nosso dinheiro, dinheiro do contribuinte, e outras opções existiriam tanto para o Metrô quanto para opções de aprimoramento da cidade.
Já imaginaram se, ao contrário de dinheiro carimbado, tivéssemos R$1.400.000.000,00 para investimentos na capital paranaense, além dos recursos normais da própria comunidade? Curitiba tornou-se famosa por sua qualidade técnica, aqui existem bons profissionais. Por quê a necessidade de embarcar nesse bonde (ops!), metrô?
Precisamos rever processos de decisão se pretendermos transformações positivas e eficazes. É algo desesperador sentir que corporações e carteis possam estar planejando o futuro de nossos filhos, netos, bisnetos, amigos, companheiros etc. sem preocupação objetiva com o futuro de todos nós.
O dinheiro é nosso, o que recebemos é um pequeno retorno do que pagamos entre impostos, encargos, carimbos, etc.
Vamos esperar ainda quanto tempo até sentirmos orgulho do Governo e nossos políticos?

Cascaes
24.10.2011


O Transporte Coletivo Urbano e suas opções para Curitiba





sábado, 22 de outubro de 2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O seguro para os usuários do transporte coletivo urbano e o treinamento

O seguro é uma tabela de valores mostrando quanto, na visão dos responsáveis pelo gerenciamento do transporte coletivo urbano de Curitiba, o passageiro do ônibus merece receber por acidente, é suficiente? Justo? Um cala a boca discreto?

Se, por exemplo, os ônibus dedicados a "atendimentos sociais", que se não me engano existem na planilha, não fossem tantos (o CMT com a palavra) poderia existir um fundo de assistência a acidentados subtancial, algo necessário quando a Medicina oferece tantas opções de exames excelentes, mas de alto custo.

O valor de seguro alto traria para o lado do usuário as seguradoras, ou elas estão ganhando tanto que não vale a pena "encher o saco" da URBS?

É melhor o seguro do que determinar "operação segura e cautelosa" dos ônibus?

Quanto é gasto na manutenção (mensalemnte) dos circuitos de ônibus (o CMT com a palavra)?

No treinamento de motoristas, quanto as empresas investem? Esses cursos são auditados por órgão independentes?
Que padrão de acompanhamento psicológico é feito em cima dos motoristas e cobradores?

Indicadores de qualidade, temos?
etc.

O seguro é uma excelente base de avaliação de mérito.

Quanto a ideologias, não devemos esquecer que vivemos como as pessoas são capazes de entender.

Abraços

Cascaes
54.8.2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Cenário de alto risco

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Enquetes sobre o transporte coletivo urbano de Curitiba

Por favor, veja enquetes colocadas na coluna lateral. Agora temos condições de avaliar o transporte coletivo urbano de Curitiba com mais dados e fatos;

domingo, 26 de junho de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Um lugar perigoso e um acidente



quinta-feira, 16 de junho de 2011