A opção pelo transporte coletivo urbano deve-se à nossa experiência no assunto (vide CV) e a visão de que o futuro da humanidade passa por uma solução mais inteligente na construção das cidades.
domingo, 2 de dezembro de 2012
ônibus de piso rebaixado - ACESSIBILIDADE
Vi as duas reportagens em seu "blog". Cheguei até a fazer um comentário para a primeira
reportagem, mas não acertei por três vezes em decifrar aquelas endemoniadas letrinhas tortas, distorcidas, por três vezes. Conclusão: o "blog" apagou meu comentário antes de publicá-lo. Não vou fazer mais. Deixa as matérias lá, solitárias. Importante dizer que gostei muito, em especial daquela da metáfora do cabrito montanhês dizendo não precisar ser assim.
Grande Abraço
miranda
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05:03:00
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Táxi é transporte coletivo - um carro atende muita gente
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04:13:00
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Entidades pedem adiamento do edital do metrô de Curitiba
De: fomus@googlegroups.com [mailto:fomus@googlegroups.com] Em
nome de andre lima
Enviada em: quarta-feira, 21 de novembro de 2012 12:16
Para: fomus@googlegroups.com
Assunto: [FoMUS] Entidades e movimentos se manifestam a respeito do projeto Metrô Curitibano.
Enviada em: quarta-feira, 21 de novembro de 2012 12:16
Para: fomus@googlegroups.com
Assunto: [FoMUS] Entidades e movimentos se manifestam a respeito do projeto Metrô Curitibano.
Entidades pedem adiamento do edital
do metrô de Curitiba
20/11/2012
O Sindicato dos Engenheiros do
Paraná (Senge-PR), ao lado de diversas entidades da sociedade civil, irá
formalizar na próxima quinta-feira, 29, um documento pedindo o adiamento do
edital do processo licitatório do metrô curitibano. Apesar de compreender a
necessidade de promover transformações no atual sistema de transporte coletivo
de Curitiba, que se encontra defasado em relação às necessidades da população,
o objetivo é evitar a reprodução de problemas nos mecanismos de concessão do
transporte público que oneram a tarifa, reduzem os investimentos e a qualidade
dos serviços. Além disso, as entidades querem garantir ampla participação
social no processo decisório sobre a futura obra do metrô ou de alternativas de
mobilidade.
As entidades concordam com as
declarações do prefeito eleito Gustavo Fruet (PDT) que pretende adiar o projeto
do metrô por um prazo de seis meses a um ano para discuti-lo melhor com a
sociedade. Na próxima quinta-feira, será realizada na Sede do Senge-PR a
discussão sobre os termos da carta que será entregue a Prefeitura Municipal de
Curitiba e a instalação do Fórum do Metro e da Mobilidade Urbana em Curitiba,
com o objetivo de fiscalizar as obras.
Além do Senge-PR, participarão da
reunião as seguintes entidades: Sindicato dos Arquitetos do Paraná (Sindarq), o
Sindicato dos trabalhadores em Urbanização do Paraná (Sindiurbano) o Escritório
Regional do DIEESE no Paraná (DIEESE/ER-PR), Movimento Passe Livre, Instituto
Reage Brasil, Ambiens Cooperativa, Conselho Regional de Economia do Paraná
(Corecon), Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc) e a CUT-PR.
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06:47:00
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quarta-feira, 7 de novembro de 2012
VLT em Heidelberg e Strasbourg
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10:44:00
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domingo, 28 de outubro de 2012
Poluição em Strasbourg - VLT
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12:56:00
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sexta-feira, 26 de outubro de 2012
O metrô em Paris
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13:28:00
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sábado, 6 de outubro de 2012
Um modal movido a biocombustíveis
bustíveis
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02:35:00
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
No Museu do Transporte Coletivo Urbano de Londres
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16:16:00
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A que serve o transporte coletivo urbano?
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16:12:00
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Diversos e imagens do Museu do transporte coletivo de Londres
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16:07:00
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Acessibilidade
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15:51:00
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O transporte coletivo e a segurança do ciadadão londrino
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15:15:00
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Na história do transporte coletivo de Londres
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11:46:00
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Como fazer um tùnel
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11:37:00
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Bicicletas de aluguel
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11:32:00
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sábado, 8 de setembro de 2012
O metrô curitibano
O metrô curitibano
O projeto do metrô em Curitiba é
mote de campanhas eleitorais e exemplo de criação simplista do que realmente
precisamos. Parcialmente elevado e depois subterrâneo, será uma obra cara,
dependendo de dinheiro a fundo perdido do município, estado e União
(prioridades?). Isso significa submissão política e perda de independência do
futuro prefeito. Bastará qualquer interrupção no fluxo de recursos para o
prolongamento da inauguração, talvez por alguns anos. O Governo Federal procura
baixar impostos e os funcionários públicos lutam por aumento de salários.
“Investimentos X custos operacionais X conveniências políticas” serão
parâmetros que vão pesar nos próximos anos. Obviamente as tarifas serão o tema
final nesse jogo em que começaram ao contrário, primeiro definiram de forma
açodada o trajeto para depois entrar em análises que deveriam preceder o
projeto.
O circuito escolhido dará
oportunidade a algum sossego aos moradores ao longo da via e à reurbanização
das avenidas, mas em termos de transporte coletivo acrescentará a diferença de
capacidade do circuito com ônibus cada vez mais eficazes, que seriam melhores
se algumas obras complementares acontecessem. Isso significa que se ganha pouco
nesse trecho quando outros pedem desesperadamente uma solução, como, por
exemplo, no trajeto das linhas circulares.
Outras formas de transporte são
possíveis, assim como a inibição urgente do uso de automóveis onde for
possível. Temos poucos calçadões, deveriam ser muito maiores com piso adequado
às pessoas com deficiência (e idosos) e ciclovias. Nesse sentido algumas
cidades europeias merecem ser analisadas minuciosamente. Para não falar em
Paris, merece destaque Bordeaux (Cascaes)
onde bondes, ônibus, ruas para pedestres, ciclistas e pedestres convivem com
tranquilidade. No Japão os monotrilhos são bem usados (Monorails
in Japan)
e aceitos, aqui somos ricos demais para admitir soluções mais baratas.
A campanha eleitoral tem o
defeito de ser um período curto de exposição de ideias e análise de
projetos. Quem decide são assessorias
técnicas nem sempre maduras suficientemente a enxergar problemas típicos de
Curitiba e soluções ideais, menor custo, acessibilidade, segurança etc., vemos
muitas paixões e pouca preocupação com a melhor técnica que não aparece em
palanques, mas em estudos de uma empresa bem constituída dedicada ao transporte
coletivo, algo que não temos, pois o cenário foi dominado por leigos em
Engenharia e Economia, o que é péssimo. Por quê Engenharia e Economia, mais
ainda, sociologia e bom urbanismo? Porque se os desenhos encantam, os cálculos
decidem.
Não vimos estudos alternativos
comparando soluções e colocando-as para análise da população. É interessante
como construções distantes criam polêmicas monumentais, exigem estudos de
impacto ambiental, diversas audiências públicas e um roteiro de contatos
especiais com a população quando, ao contrário, em obras urbanas vale tudo,
inclusive o famigerado “solo criado” autorizando prédios onde se acreditava estar
livre deles.
Politicamente todos têm culpa no
cartório por ação ou omissão. Afinal discutir obras quando estão para iniciar é
um desastre. A obra mais cara é aquela que não termina. Pior ainda, em cidades
criam expectativas, famílias escolhem seus lares e lugares para trabalhar e
colocar seus filhos em escolas pensando no que será a cidade dentro de alguns
anos...
De alguma forma o projeto do
metrô deverá entrar no imaginário de nossa população, afinal é bom ou ruim,
quem vai pagar a conta, que tarifas serão praticadas, como será o cronograma
real, que impactos produzirá no comércio, no trânsito, na vida dos curitibanos?
Não custa pensar, mais ainda quando podemos ouvir teses a favor e contra.
Quem vencerá? Sabemos quem
perderá, será o usuário do transporte coletivo urbano se o metrô não significar
muito e o contribuinte precisar compensar erros de cálculo.
8.9.2012
Cascaes, J. C. (s.d.). Bordeaux. Fonte: O
Transporte Coletivo Urbano - Visões e Tecnologia:
http://otransportecoletivourbano.blogspot.com.br/2009/08/bordeaux.html
Monorails in Japan. (s.d.). Fonte: Wikipedia,
the free encyclopedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Monorails_in_Japan
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15:39:00
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Emerson Park Halt Contrasts
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04:40:00
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Educação e respeito ao passageiro
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16:43:00
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
ônibus ingleses
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15:12:00
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
O transporte coletivo urbano – um desafio de todos os cidadãos
O transporte coletivo urbano – um desafio de todos os
cidadãos
Há décadas a proposta de reverter a poluição e a necessidade
de racionalização das atividades humanas em geral dominam manchetes e criam
ONGs de toda espécie. Temas que exigiriam conhecimentos técnicos e científicos
de alto nível são conduzidos de forma amadora, pouco eficaz, principalmente nos
países mais atrasados.
Ajustes ideológicos e o retorno à escravidão consentida
(longe dos olhos) também apareceram com a globalização. Isso tudo, apesar de
seus aspectos terríveis, abalou cartéis e corporações, exigindo de todos nós
uma análise crítica de padrões, produtos e serviços.
Ressalvas históricas são essenciais à compreensão do cenário
atual, precedendo qualquer discussão técnica. O Brasil parou (em muitos
sentidos) durante décadas para se refazer da tremenda crise econômica que o
levou a uma inflação gigantesca. Os tempos de doença econômica e financeira se
somaram ao da cura (Plano Real) com seus ajustes dolorosos.
Com a redemocratização ganhamos uma nova Constituição
Federal, distribuindo pessimamente responsabilidades e direitos, ou seja,
conseguimos acertar os ponteiros contábeis do Brasil, mas insistimos no
centralismo federal de impostos, taxas, encargos, carimbos e burocracia que deixaram
as cidades brasileiras em situação de desespero, principalmente onde as
questões sociais cresceram desmesuradamente por efeito da migração do campo
para os centros urbanos mais atraentes.
Os municípios, com responsabilidades enormes, ficaram com a
menor fatia do bolo fiscal e a fobia legiferante de nosso povo criou um cenário
de custos elevados, sem atingir a normalidade moral que parecia lastreá-la. Uma
racionalização institucional é imperativa se os brasileiros quiserem um estado
realmente moderno, justo e sensato.
Alguns indicadores da irracionalidade podem ser levantados e
analisados tais como a violência, a poluição, crianças abandonadas, qualidade e
amplitude do ensino fundamental e básico etc. mostrando a vida de cidades longe
das praias e das delícias do clima tropical em balneários chiques.
O resultado disso tudo é a degradação da vida urbana e
opções de existência de cidadãos que se protegem como podem, vivendo entre
grades, defendidos quando podem por animais ferozes, guardas, policiamento
ostensivo, transitando rapidamente entre ambientes fechados e protegidos. O pedestre se transformou em pessoa suspeita
que, se possível, é mantida longe ou assustada com latidos de cães, arbustos
cheios de espinhos, calçadas irregulares, canteiros etc.. Andar pelas cidades é
uma aventura de atletas e lutadores bem preparados.
Curitiba é uma cidade que pode demonstrar perfeitamente os
efeitos de decisões estratégicas e processos tipicamente brasileiros, ainda
que, se comparada com inúmeros centros urbanos seja uma excelente cidade. Essa
distinção aumenta sua responsabilidade, pois é considerada modelo de urbanismo.
A reportagem (Sistema de ônibus curitibano perdeu 14 milhões de
usuários em 4 anos, 2012) trata de um assunto que foi a marca de
honra da capital paranaense, mas que perdeu charme ao longo desses anos em que
as tarifas dominaram discussões, sem que as alternativas e os objetivos
técnicos e sociais fossem discutidos com profundidade, principalmente por
aqueles que poderiam e deveriam mobilizar a sociedade local para essa questão.
O sistema perdeu atratividade como demonstra o infográfico
da reportagem dos jornalistas Diego Antonelli e Gisele Barão (DIEGO ANTONELLI, 2012) . Isso tem razões de
sobra para acontecer em Curitiba.
Não é fácil optar pelo transporte coletivo quando chegar (ou
voltar) e permanecer num ponto de ônibus são situações que significam exposição
a acidentes, agressões (inclusive de cães bravios), assaltos, quedas, tropeços,
atropelamentos, chuva, frio, etc. e quando os automóveis são cada vez melhores,
mais baratos, confortáveis e seguros, existindo para seus usuários uma quantidade
enorme de estacionamentos (alguns deles impermeabilizando áreas enormes de solo
(agravando o risco de enxurradas e enchentes locais)).
A opção pelo automóvel fica flagrante quando percebemos que
o calçadão da Rua das Flores parou por aí. A cidade deixou de criar ruas para
pedestres até em circuitos óbvios, como a ligação entre os grandes terminais e
praças do centro da cidade e em alguns bairros (Santa Felicidade, por exemplo).
Usar o transporte coletivo urbano, mais ainda com a obrigação de motoristas de
cumprirem tabelas quase impossíveis, tornou-se um caso de ousadia para quem tem
opções...
Estamos vendo sinais positivos, contudo.
As calçadas estão mudando [ (Cidade do Pedestre) , (Cidadania de Pé no Chão) ] ufa! As leis,
decretos e normas técnicas a favor das pessoas com deficiência (Cascaes, Direitos das Pessoas com Deficiência) fortalecem a
qualidade da vida de todos e Curitiba tem uma (Secretaria
Especial dos Direitos daPessoa com Deficiência) que mostra
resultados nas mudanças que a PMC promove. Ótimo, parabéns ao Secretário Irajá
de Brito Vaz.
A reportagem citada (DIEGO ANTONELLI, 2012) traz boas notícias
da URBS, que não resgatam, contudo, as decisões técnicas do edital de outorga
de concessões para o transporte coletivo, momento em que desprezaram conquistas
importantíssimas e outras abandonadas, como, por exemplo, a criação da frota
pública (uma maneira inteligente de subsidiar o sistema), o pagamento por
quilômetro rodado, a eliminação de áreas físicas de concessão, licitar
permissões e não concessões, a multiplicação de permissionárias etc. Com a
assinatura dos contratos de concessão para exploração do transporte coletivo
urbano de Curitiba perdemos a oportunidade de aprofundar a análise dos aspectos
positivos da desregulamentação [(DEREGULATING URBAN TRANSPORTATION) , (Deregulation
of local bus services in Great Britain: an introductory review) ] além de outras formas
de contratação de serviços.
Entre as muitas notícias contidas na reportagem citada e
base deste artigo a mais importante, contudo, é a operação efetiva da frota: “Araújo ainda destaca a Central de Controle
Operacional (CCO), que começou a funcionar no mês passado e visa a monitorar o
trânsito. Em casos de congestionamento e acidentes, por exemplo, os motoristas
serão avisados em tempo real, por painéis, sobre as condições do tráfego. “Até
o próximo ano, devemos ter todas as informações sobre rotas disponíveis para o
usuário”.” Os sistemas de monitoramento e controle ganharam potencial
ilimitado com a redução de custos e aumento substancial do potencial
tecnológico de sensores, transmissão de sinais, digitalização, processamento de
dados, eletrônica embarcada e muito mais que só bons engenheiros entendem e
podem fazer.
Precisamos, contudo, pensar em mais recursos para as
cidades, dinheiro dedicado ao aprimoramento da vida urbana. Em relação ao
transporte coletivo vale um estudo minucioso da lógica francesa, onde a decisão
sobre a implantação de sistemas é da população das comunas, que se associam
como julgarem melhor em função de discussões intensas e responsáveis,
culminando com a opção por uma taxa fiscal [ (Versement
transport) ,
(Réglementation versement transport, 2008) ] e participação da
República Francesa, sempre atenta aos interesses industriais da nação.
E as pesquisas?
O ponto de partida de decisão precisa ser conhecer a vontade
e mobilidade do povo. Temos pesquisas de origem e destino? Sabemos por que
(dados e fatos) o povo curitibano foge do transporte coletivo urbano exceto em
horários mais seguros e tranquilos? Aqui existe até um (Instituto
de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba) que deveria dar
essas respostas anualmente, se possível, pois a cidade é dinâmica e uma nova
grande indústria, shopping, prédio ou universidade pode alterar
substancialmente o trânsito nessa ou naquela região da cidade. Não praticamos
estudos de impacto ambiental urbano, logo dependemos muito do Governo Municipal
para avaliações que deveriam preceder certas mudanças na cidade.
Táxis?
Se existe um fenômeno em Curitiba é o desaparecimento dos
táxis em horários que não lhes convêm (taxistas). Lamentavelmente mais uma vez
a PMC decide de forma equivocada ao transformar em concessão eterna (Licença de táxis e inconstitucionalidades, 2012) o direito de
explorar esse serviço essencial, que pode e deve ser considerado no conjunto
“transporte coletivo”, pois se não levam por viagem dezenas a centenas de
pessoas, multiplicam a capacidade do transporte individual em viagens
sucessivas sem a ocupação de espaços urbanos de forma agressiva, como é o caso
do transporte individual (garagem/estacionamentos urbanos). Mais ainda, a
exemplo de cidades mais desenvolvidas poderia existir um padrão Curitiba
(lembrando Londres) para os veículos, criando mais segurança e eficácia para
motoristas e passageiros. Centrais de teletáxi? Polícia Militar e URBS deveriam
criar uma central em parceria, unindo segurança e bom atendimento, reduzindo os
custos de inserção nas existentes por competição necessária (cartel?).
Concessões ou permissões [ (
Concessões e Permissões de Serviços Públicos) , (Sobre a concessão e permissão de serviços públicos) ]?
Concessões têm lógica em serviços que exigem grandes
investimentos irremovíveis como é o caso da energia elétrica, saneamento
básico, tratamento de lixo, aeroportos, portos e coisas dessa dimensão e
construção. Não é o caso do transporte coletivo e serviços de táxi que podem
existir sem a proteção de contratos de concessão. O fundamental é a existência
de vigilância como talvez tenhamos na evolução do CCO (DIEGO ANTONELLI, 2012) e um relacionamento
honesto entre empresários e governo (é possível?). Obviamente o empresário,
duvidando da seriedade do governo, prefere ser contratado na modalidade
“concessão”. De qualquer modo os serviços “ônibus” e “táxis” podem ter inúmeros
empresários contratados graças aos mais modernos sistemas de gerenciamento
remoto.
Urbanismo?
No mundo inteiro podemos ver e estudar soluções até sem sair
de casa, graças à internet que bem usada oferece informações valiosas que
procuramos assimilar e colocar em blogs [ (Cascaes, Reurbanização Inclusiva) , (Cascaes,
Ponderações Engenheirais) , (Cascaes, Engenharia - Economia - Educação e Brasil) etc.]. O fundamental
é sempre lembrar que não existe panaceia, que qualquer lugar habitado desse
planeta possui características próprias e nós temos nossos próprios desafios e
limitações.
Essa singularidade exige discussões, análises e autocríticas
permanentes de todos nós, estejamos no Governo ou não, afinal, por quê não
participar? Somos todos responsáveis pelo nosso futuro, pelo menos na fração correspondente
aos votos que damos nas eleições para escolha de governantes e representantes
nos diversos níveis políticos.
Cascaes
2.6.2012
Concessões e Permissões de Serviços Públicos. (s.d.). Fonte: webjur: http://www.webjur.com.br/doutrina/Direito_Administrativo/Concess_o_e_Permiss_o.htm
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Cidade do Pedestre:
http://cidadedopedestre.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Ponderações
Engenheirais: http://pensando-na-engenharia.blogspot.com/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Reurbanização Inclusiva:
http://reurbanizacao-inclusiva.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Engenharia - Economia -
Educação e Brasil: http://economia-engenharia-e-brasil.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Direitos das Pessoas com
Deficiência: http://direitodaspessoasdeficientes.blogspot.com.br/
Cervero, R. (s.d.). DEREGULATING URBAN
TRANSPORTATION. Fonte: http://www.cato.org/pubs/journal/cj5n1/cj5n1-12.pdf
Cidadania de Pé no Chão. (s.d.). Acesso em 30 de 4 de 2012, disponível em
Cidade do Pedestre:
http://cidadedopedestre.blogspot.com.br/2010/01/cidadania-de-pe-no-chao.html
DIEGO ANTONELLI, G. B. (2 de 6 de 2012). Sistema de
ônibus curitibano perdeu 14 milhões de usuários em 4 anos. Fonte: Gazeta do
Povo:
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1261341&tit=Sistema-de-onibus-curitibano-perdeu-14-milhoes-de-usuarios-em-4-anos
Félix, R. (2 de 6 de 2012). Licença de táxis e
inconstitucionalidades. Fonte: Gazeta do Povo:
http://www.gazetadopovo.com.br/colunistas/conteudo.phtml?tl=1&id=1261371&tit=Licenca-de-taxis-e-inconstitucionalidades
Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de
Curitiba. (s.d.). Fonte: IPPUC:
http://ippucweb.ippuc.org.br/ippucweb/sasi/home/default.php
Junior, A. F.
(s.d.). Sobre a concessão e permissão
de serviços públicos. Acesso em 3 de
1 de 2012, disponível em DireitoNet:
http://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/2658/Sobre-a-concessao-e-permissao-de-servicos-publicos
RICORDEAU, P.
(2008). Réglementation versement transport. Fonte: Urssaf:
http://www.urssaf.fr/images/ref_lc2008-002.pdf
Secretaria Especial dos Direitos daPessoa com
Deficiência. (s.d.). Fonte: Portal da
Prefeitura de Curitiba: http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/equipe-sedpd-secretaria-especial-dos-direitos-da-pessoa-com-deficiencia/7
White, P. (s.d.). Deregulation
of local bus services in Great Britain: an introductory review. Fonte:
Taylor & Francis Group content:
http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/01441649508716910
Wikipédia, e.
(s.d.). Versement transport. Acesso
em 28 de 4 de 2012, disponível em Wikipédia:
http://fr.wikipedia.org/wiki/Versement_transport
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